segunda-feira, 8 de agosto de 2016

SELEÇÃO DO IRAQUE DERROTA O BRASIL SEM FAZER GOL. É MOLE OU QUER MAIS? VEJA A CRÔNICA COM ALEX BARROSO!!


Bola murcha: esse é o nosso futebol de hoje.

BRASIL ENFRENTA SELEÇÃO DO IRAQUE E ARRANCA UM “FEITO HISTÓRICO”: O EMPATE. MEU DEUS....

Crônica, por Alex Barroso, o desbravador da ‘ordem’ (advogado e escritor).

Grande parte da população brasileira – coisa de 99,9%, sabe que, em matéria de Seleção, no Brasil, as coisas vão de mal a pior.... a nossa Seleção não é mais páreo duro para times grandes e nem para times médios.

Agora, não ter futebol para times ruins, como a Seleção do Iraque, todo mundo duvidava. Aliás, até ontem, havia dúvida disso. A partir desta segunda-feira em diante, nós temos que ter certeza de uma coisa: o Brasil vai muito mal, obrigado!

Não adianta meter bola na trave, como aconteceu. Não adianta ficar mudo, na hora da saída do estádio. Não, não! Claro, são jogadores ainda novos, com uma experiência pouca e/ou média; tem também a tal questão emocional. Mas todos são profissionais, ganham bem, têm uma equipe de apoio, como médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes motivacionais e o escambau a quatro.

Agora, os jogadores acharem que vão ganhar jogo apenas em função da cor das camisas.... foi-se o tempo em que isso funcionava, quando muitos adversários respeitavam o alto padrão de nosso futebol, ainda fora de campo e, dentro das quatro linhas, engasgavam de medo e apenas ficavam assistindo ao espetáculo de nossos atletas. Era o tempo do ‘futebol arte’’. Passou...

Hoje.... ah, meu irmão, hoje, ninguém treme um milímetro: pode ser o Haiti, o Gabão ou a Jamaica, onde eles priorizam o reggae. Na Jamaica, eles jogam futebol, apenas e tão somente para melhorar a dança. Só isso e mais nada!

Com todo o respeito, mas daqui a alguns dias, até os esquimós vão amedrontar o Brasil nas ‘quatro linhas’. Quando chegar esse dia, pego minha bagagem e vou embora para Marte ou qualquer outro Planeta mais distante. Dessa vez, eu vou! Faço, logo, essa promessa! De minha parte, já fica acertado: vou assinar o documento e registrar em cartório, para ter ‘validade nacional’. Qualquer brasileiro vai ter direito de me cobrar o cumprimento do ‘acordo’.

Ontem à noite, foi a vez do Iraque – um país com tradição em muitas coisas, como por exemplo, em bombas, em guerras. Menos em Futebol e em jogador de qualidades técnicas e táticas. Agora, se falar em tradição em explosivo, eles têm... eles têm de sobra; dinamite, é com eles mesmo!

No Iraque, futebol é tão importante que eles só treinam, quando não tem nada para fazer. E lá tem outro detalhe relevantíssimo: por causa do regime político, com influência da religião, os atletas só podem entrar em campo, depois de ter 560 autorizações devidamente reconhecidas pelos Califas. Aí, depois de tudo isso, os jogadores ainda se submetem a um "Conselho de Notáveis do Alto Comissariado Religioso", composto dos Califas e Chefes Religiosos mais velhos e respeitados das tribos – que só se reúne uma vez por mês.

Como diz “Calvão Bueno”: Bem, amigos! Não tenha dúvidas de que, quando a Seleção (a deles, claro) chegar em Bagdá (a capital de lá), o País deverá receber o time com desfile e toda a pompa merecida, por um feito pra lá de fantástico, que não cabia nem mesmo em sonhos.

Por esse feito – de empatar com o Brasil, é possível que o técnico do Iraque seja promovido de grau, dispensado, assim, de fazer dois relatórios por dia, sobre a atitude e o comportamento dos atletas iraquianos, em campo e fora dele.

É possível, também, que os atletas iraquianos fiquem 6 meses desobrigados de chegar perto dos estádios. É a premiação deles.

Não se surpreenda se, chegando no Iraque, os jogadores receberem, logo na entrada da Capital, o “documento geral de aposentação”, para encerrar a carreira, sob um milhão de méritos. Vai ter um rol de outras vantagens e demais regalias, mas fiquemos só nisso.

Caro leitor, seja honesto: você já ouviu falar de algum jogador de futebol do Iraque que é destaque na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão? Eu não quero que você aponte dois; eu quero que você me traga o nome de apenas um. Somente um me basta! Sabemos que o nome deles é meio complicado.

Eu sei que na hora de falar o idioma deles, quase todo mundo enrola a língua, porque, realmente, é difícil.... até quando a gente vê as letras do idioma iraquiano, dá uma coisa ruim... sai até água dos olhos. Eu, por exemplo, não sei dizer, correto, um nome de um só atleta, tal o ‘destaque’ do futebol do Iraque – aquele que constrangeu todo o time, enfezando até Neymar jr.

Foi, realmente, uma noite para esquecer, inclusive quando um jogador nosso (Renato Augusto) perdeu um gol, ‘difícil’, porque ainda tinha o diabo da trave para ‘vencer’. Foi barra, viu! Tivesse uma trave em cima da outra....

Brasil X Iraque, ontem, foi um jogo que ficou abaixo de ruim. Nem sei se tem escala para isso. O Brasil, na partida, só ganhou do próprio Iraque, mas sem fazer gol. Ganhar do Iraque, desta forma, ou seja, sem fazer nem um golzinho, é para deixar muitos brasileiros de cama, sem entender como é possível descer tanto.

É o Brasil, ladeira abaixo. Isso mesmo: ladeira abaixo! É esse o futebol do Brasil de hoje.... e também de amanhã.

Se a Seleção Brasileira fosse uma espécie de poupança, Michel Temer teria que mandar abrir a Casa da Moeda, dia e noite, para fazer dinheiro, viu!

Cadê nosso futebol? Quem foi que sequestrou o nosso futebol arte? Vamos chamar a “poliça”!

Como em Brasília existem muitos parlamentares ‘ativos’ e ‘precavidos’, tenho certeza de que, alguns, já pensam em fazer um Projeto de Lei, para arrancar o dia 7 de agosto do calendário. Vai ser o único País do mundo sem ter, no calendário, o dia 7 de agosto, muito menos para falar de futebol. Mas quando alguém, de fora, perguntar e/ou reclamar, nós vamos ter argumento de sobra.... problema de quem não entender, viu!

Por que é que eu fui nascer somente depois da década de 60? Será que eu terei que culpar meus pais?

Que nostalgia, viu!



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