terça-feira, 23 de maio de 2017

CÂMARA MUNICIPAL DE PAULO RAMOS DIZ "NÃO" A 'PACOTAÇO' DO PREFEITO DEUSIMAR SERRA/PCdoB.

imagem ilustrativa.

CÂMARA MUNICIPAL DE PAULO RAMOS RECUSA ‘PACOTE DE BONDADES’ DO PREFEITO: HOUVE QUASE A UNANIMIDADE DO PLENÁRIO!

A recusa do Projeto de Lei, ontem, que visava dar ao Prefeito Deusimar Serra/PCdoB, autorização para contratar quase 400 pessoas, das mais variadas categorias, se por um lado, mostrou respeito, por outro permitiu que o Poder Legislativo recuperasse seu verdadeiro valor, ao passar um recado de que, ali, a Câmara não está funcionando como uma espécie de ‘quintal do Executivo’ – para endossar os ‘pacotes’ que ele entender ‘viáveis’, de acordo a sua ‘conveniência’ momentânea.

A reação da Câmara Municipal começou bem, pelo fato de que a matéria a ser discutida, nem mesmo foi colocada em votação – estava ainda nas Comissões; a proposição apenas serviu de munição para questionamentos os mais variados – dentro e fora da Câmara....

A atuação dos representantes do Povo, na Câmara de Paulo Ramos, pode-se dizer, foi histórica e pedagógica, tanto pelo acontecimento como pelo tipo de resposta dada, numa hora em que a recusa pode servir, grandemente, ao atual Gestor, Deusimar Serra, que, pelo visto, ainda não se despiu da arrogância que alguns mandatários carregam, a partir da hora em que assumem o cargo e sentam naquela ‘cadeira’ que empolga muita gente, até no caso de uma pessoa que não é leiga no assunto, posto que Deusimar Serra, como muitos sabem, já passou ‘por lá’, ou seja, em tese (eu disse, em tese) tem experiência de sobra – ou deveria tê-la. Infelizmente, os prováveis interessados da proposta legislativa podem não compreender o resultado advindo ontem, da Câmara Municipal – o que é uma pena, pois a resposta dos Parlamentares foi mais do que correta, lógica e racional. Foi um gesto para evitar que o Parlamento iniciasse a semana apequenado.

Na verdade, o comunista Deusimar Serra deveria repensar a sua forma de atuar, para aproveitar bem o seu mandato e, como ele mesmo já divulgou, fazer a “coisa certa”.... Deusimar deveria ter humildade, inclusive com o Parlamento, até porque erros ou equívocos acontecem em qualquer Governo. E quando eles ocorrem, não há outro caminho a trilhar, a não ser o de buscar a correção daquilo que quase 100% da Câmara Municipal enxergou mal. Tal foi a claridade dos defeitos do Projeto de Lei citado, que até os vereadores novos em questões legislativas (e mais afoitos) não tiveram coragem de defendê-lo – uma providência que os colocaria em situação vexatória, a lembrar daquele apelido tão negativo: o “vereador labigó”.

Não é só! Quando alguns vereadores falavam do Projeto, em Plenário, alguns presentes não conseguiram segurar o riso, já que algumas proposições ganharam o mundo do cômico. Afinal, como justificar um veterinário num Posto de Saúde de um bairro? Tal impropriedade pode ter sido produto, mais da falta de cuidado e/ou pressa do que, propriamente, da ausência de competência de integrantes da Máquina. Mas o fato é que esse particular soou cômico, hilário, causando, com isso, gargalhadas na plateia, ali presente.

Ao menos nesse ponto, diga-se, da contratação de um veterinário, o Projeto de Lei do “Seletivo” do Prefeito de Paulo Ramos foi bom, foi vantajoso, já que, num dia de segunda-feira, é ruim que as pessoas fiquem sisudas, enfrenando o começo da semana de ‘cara amarrada’, como alguns fazem, por motivos variados.

O detalhe sobre algumas pessoas estarem apoiando o Projeto, pelo fato de que a Prefeitura vai gerar empregos, são ‘outros quinhentos’, uma coisa, que, logicamente, não se confunde com o restante dos problemas evidenciados pela matéria, notadamente o fato de a referida Proposição não especificar o tamanho exato (ou mesmo aproximado), da despesa que o Gestor entende dever suportar, nos meses seguintes. Esse, convenhamos, também é outro aspecto, talvez o de maior relevância a envolver o assunto em questão. Faço-lhe uma indagação: como aumentar, numa época dessas, o gasto com pessoal, na ordem de R$ 7 ou 8 milhões anuais? E se houver prejuízo para investimentos outros?   

É um assunto meio delicado... às vezes, o coração pode ser apressado para enfrentar o problema. Mas é bom usar o racional e o lógico, para que, depois, ninguém tenha o direito de reclamar.

Afinal, tudo tem sua hora. Se a dor é agora, de nada adianta o paciente reclamar somente amanhã!

Cada coisa no seu devido tempo e lugar!! Pelo menos, essa é a lógica!

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