sexta-feira, 5 de maio de 2017

TSE CASSA OS MANDATOS DO GOVERNADOR E VICE DO AMAZONAS.

Governador José Melo.
Créditos da foto: G1.com

GOVERNADOR DO AMAZONAS PERDE O CARGO POR DECISÃO DO TSE: É A VELHA E CONHECIDA CHAGA DA COMPRA DE VOTOS...

O assunto é velho demais, e não surpreende mais ninguém: a compra de votos teima em mostrar sua face, ainda que, de forma camuflada. Mas a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas foi confirmada pelo TSE, nesta quinta-feira, que enxergou elementos de sobra para tirar o mandato do governador do Estado, José Melo – PROS, e de seu vice, Henrique Oliveira – SD.

A Chapa da dupla Melo/Henrique foi acusada de comprar, no varejo e no atacado, votos na eleição de 2014, o que lhe custou o resultado, favorável, nas urnas, mas à custa da imoralidade que coloca muitos mandatos fora da órbita da legitimidade e da decência. É a ‘legitimidade da casca’... a casca é ‘boa’, mas o caule está todo comprometido, já que a vitória eleitoral só adveio por obra da maquinação, da fraude, para manipular a vontade do eleitor – uma nódoa que, lamentavelmente, está longe de ser varrida nas disputas em algumas partes do País, pois muitos candidatos, na hora ‘H’, recorrem a tal ‘estratégia’.

No Estado do Amazonas, no caso do quase ex-governador José Melo, o quadro de fedorenteza ganhou um ‘plus’, já que há notícias de que a negociação de compra-pagamento de votos era feita dentro do próprio Comitê de campanha. Segundo a apuração, havia pagamento de cestas básicas e até confecção de túmulo, dentre outras ‘aquisições’. Como se vê, em alguns lugares, a coisa ficou mesmo escancarada, com o ‘faz-de-conta’ da Justiça Eleitoral, ainda muito tímida na matéria – para ser justo, com a participação do próprio cidadão que, sendo uma peça da ‘engrenagem’, no fundo, é a grande vítima.

A decisão do TSE é imediata, ou seja, produz efeito, desde logo, apesar de que o José Melo informa que, após a publicação, fará embargos de declaração – um tipo de recurso que promete mudar quase nada.

É o retrato das urnas brasileiras... uma espécie de “a vida como ela é”.

Até quando?

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