segunda-feira, 23 de abril de 2018

CÂMARA DE VEREADORES APROVA LEI PARA PROIBIR BARBA, CAVANHAQUE E OUTRAS COISAS....


CÂMARA DE VEREADORES APROVA LEI PARA PROIBIR BARBA, CAVANHAQUE E OUTRAS COISAS....

Eliedson Manoel: a barba será 'eliminada'.

A Lei foi aprovada, e o Município pertence ao maior Estado País, São Paulo.

A pérola de legislação vem do Município paulista de Araraquara, onde a Câmara de Vereadores ‘entendeu’ de aprovar uma Lei com uma finalidade, além de questionável, sem a mínima aparência de bem-estar à sua população, por se envolver com uma providência que jamais deveria estar consignada em qualquer legislação.

Pela referida norma, que entrou em vigor nesta segunda-feira, 23, os servidores da guarda municipal ficam proibidos de usar cavanhaque e barba, no caso dos homens. Para as mulheres, foi estipulada uma exigência mais ‘suave’: não poderão elas usar tinta no cabelo diferente daquela retratada na foto de seu RG. É isso mesmo! Pode acreditar!

A situação seria tratada pelos manuais da boa etiqueta, mas a Câmara, querendo mostrar serviço, inclina-se, de peito aberto, ao ridículo, ratificando aquela concepção (errada, claro), de que o vereador é um cargo dispensável, uma espécie de penduricalho, sem qualquer serventia conhecida, para melhorar os destinos da República. Não surpreende o brasileiro, quando proposições as mais frívolas, saem dos fornos de alguma Câmara Municipal, como, por exemplo, aquela que cria o dia da cantiga da rã, de papo rajado; aquela que estipula o dia do ‘saci-pererê’. Claro que há proposições bem mais ‘robustas’, a exemplo daquela que, numa Rua, tira o nome do Sargento Gregório, para colocar o do Cabo Argemiro. São coisas nesse rumo, digamos assim, incerto...

No caso de Araraquara, não tenha dúvidas, a coisa vai tomar um rumo jocoso, a ponto de levar o Município a servir de chacota, por razões óbvias.

Imagina só, a mulher que, quando tirou sua Carteira de Identidade, colocou uma tinta escura no cabelo, e por esta razão, jamais poderia tingir o cabelo com outra cor, já que a bendita Lei considera inadmissível, a ponto de isso, também, atrapalhar o desempenho do cargo.

Não se surpreenda se, daqui a pouco, esta mesma Câmara exigir que os casais, na hora do sexo, façam o registro do ato, provando que tudo foi feito de acordo o ‘aval’ da Vigilância Sanitária....

O lado pior da produção legislativa, em Araraquara, senhores, é que, pela norma saída da ‘fina diligência’ de Suas­ Excelências, caso o servidor não atente para cumprir à risca o ‘mandamento’, poderá sofrer processo disciplinar para a sua demissão. É isso mesmo! São Pérolas saídas de um Parlamento, cujo funcionamento deveria ser justificado pela capacidade de mostrar-se útil aos interesses da Coletividade.

Tudo tem limite!

O Sindicato dos Servidores do Município adianta que a Lei é ilegal e que vai lutar para que assim seja reconhecida.

Só há duas saídas: ou a Câmara Municipal revoga a Lei ou o Judiciário será chamado para resolver o assunto.

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