domingo, 28 de outubro de 2018

A ELEIÇÃO DO ‘FIM DO MUNDO’.... A DIFÍCIL ESCOLHA ENTRE O BEM CONHECIDO E O MUITO DESCONHECIDO.


Artigo, por Alex Barroso*

Se alguém lhe perguntar, não endosse que estamos na ‘Eleição do Fim do Mundo’, mas é bom não arriscar a dizer o contrário, já que o cenário atual vivido por nós, sim, todos nós é, seguramente, o pior já imaginado por pessoas de juízo regular, Brasil afora, de mamando a caducando...

Sim, eu falo no aspecto cívico-eleitoral...

As circunstâncias são tais que, ao que parece, estamos obrigados a enfrentar uma das maiores ‘provações cívicas’, num momento mais do que crucial para o País, em termos políticos e econômicos, com um detalhe de doer na espinha: de um lado, Jair Bolsonaro, um personagem meio caricato, sem expressão, depois de 7 mandatos de deputado federal, que não consegue ser lembrado – muito menos copiado – por nada importante que fizera em benefício de seus representados, em que pese ser do Rio de Janeiro, um Estado que, nos últimos 10 anos, tivera sendo vítima de desmantelos administrativos e achaques impostos por uma classe política dirigente que, até onde se sabe, jamais foi importunada pelo candidato líder nas pesquisas de intenção de voto.

Bolsonaro nunca foi visto tentando jogar nos holofotes a situação catastrófica do Estado pelo qual se elegeu por mais de duas décadas. É como se o Rio de Janeiro, para Bolsonaro, tivesse sido riscado do mapa.

Sim, Bolsonaro, como ele mesmo já confessou, é e sempre foi do ‘baixo-clero’ – aquele universo de parlamentares que ficam na periferia dos grandes debates, em Brasília, com pouco poder e prestígio, até mesmo para dar uma simples entrevista para a grande imprensa, tal o isolamento que lhes é imposto pela ‘dinâmica’ do miolo do Poder, onde a roda gira de acordo com o interesse dos parlamentares da elite partidária nacional, os denominados ‘caciques’, por cujas decisões - e mãos, o País anda e espera.

Só para você ter uma ideia, não fácil de digerir: na Câmara dos Deputados, há, de 30 a 40 deputados influentes que lideram/lideravam todos os outros. Ou seja, esse grupo, meio reduzido, dava as cartas. O futuro, infelizmente, não nos garante grandes modificações a respeito.

Não tenha dúvida de tamanho qualquer, com relação a esses líderes influentes: é o País que espera por eles, os da classe dirigente, e não o contrário, pois o calendário das decisões relevantes, no aspecto político nacional, é organizado e chancelado por essa gente graúda, infelizmente, que, a rigor, coloca seus interesses na frente – e também acima dos nossos, nem sempre a se preocupar com questões republicanas – aquelas que são pautadas pela decência de um País que deveria tratar todos de um mesmo jeito, a partir da régua da isonomia, a tão propalada igualdade. Mas, ao que parece, a decência, sim, é esse valor que Bolsonaro, um homem, às vezes, meio tonto e ríspido, com uma deselegância frontal, deseja resgatar, para que a vida da Nação chegue a bom termo. É uma situação muito delicada, convenhamos!

Bolsonaro, às vezes, tem inclinações para o circuito do ódio, com declarações do tipo...... deixa pra lá, pois o que o “Mito” já falou por aí não mais precisa ser repetido. Bolsonaro, seu vice, Mourão, e seus filhos, vez por outra, dão declarações as mais desconcertantes, a ponte recomendarem que, a melhor ‘alternativa’ para eles é fechar a boca, daí o aspecto perigoso de imaginá-los dando os comandos a partir do miolo do poder.

RESTA-NOS VISUALIZAR HADDAD, UMA CRIA DO PT....

Mas temos a outra face da ‘moeda’: Fernando Haddad/PT, o representante do ex-presidente Lula, atualmente, recluso, ou melhor, preso, por obra de suas peripécias que atraíram o ‘grande líder’ às consequências de natureza moral e, sim, claro, penal, em que pese a narrativa empregada pelo lulo-petismo, sobre uma suposta perseguição política, um discurso que deixa muita gente com ‘água-nos-olhos’, tentando visualizar uma trama que, no fundo se confunde com o histórico edificado pela atuação de muitos personagens graúdos do PT, perante a Gestão Pública, notadamente a Petrobras e interesses interligados à importante Estatal: Zé Dirceu, Vaccari, Silvinho Pereira, Delúbio Soares e, claro, o próprio Lula, um personagem que virou uma história nebulosa, marcada por muitos, mas muitos ‘embaraços’....

Sim, para alguns, o único contraponto, digamos assim, ao Bolsonarismo, é jogar-se nos braços daqueles que são responsáveis quase diretos pelo aparecimento do grande “Messias”, o ‘líder’ nas pesquisas de opinião, a quem, com o naufrágio do PT e sua turma, caberá/caberia a difícil tarefa de arrumar uma ‘casa’, cuja sujeira posta-se à frente dos olhos.... e dos narizes de seus donos, a suportar o odor ‘fétido’.

O consórcio PT/Lula/Dilma é responsável direto pela criação de uma espécie de ‘gasoduto’ que levou recursos financeiros a países da América, do Sul e Central, bem assim do Continente africano, numa enxurrada que beneficiou obras e, ao mesmo tempo, ditaduras bem conhecidas, como a Venezuela e Cuba, a pretexto da importância dos ‘investimentos’ para conectar bons sinais para a economia brasileira, ora a necessitar do volume de recursos semelhantes para investir em sua infraestrutura interna, como sua malha viária, incluindo a Transamazônica, apenas para dá um exemplo emblemático, já que o povo da citada região, há anos, vem sofrendo por conta do mesmo assunto: falta de estradas, por conta da ausência de políticas sérias em investimentos.

O PT está metido em vários escândalos, como o Mensalão, o Petrolão, afora sinais de ilegalidades em outras bandas, a exemplo do BNDES, do FIES, onde o TCU, nesse último caso, detectou peripécias as mais grossas, a chamuscar os objetivos de um programa de fundo educacional.

Quem fizer a escolha, neste domingo, a partir dos dois personagens, saberá que o primeiro (Jair Bolsonaro) é claro em dizer que, sobre esse ou aquele assunto, quem resolve é seu “Posto Ipiranga”, o guru, Paulo Guedes, um economista que atua no mercado financeiro, mas sem possuir um pingo de experiência para assuntos de Governo. A propósito, Paulo Guedes tem dito que acabará com a dívida pública dentro de 12 meses, ou melhor, no primeiro ano de Governo – o que seria um recorde para curvar as maiores economias do Planeta.

Por outro lado, quem preferir Fernando Haddad terá que assinar embaixo de tudo aquilo que o Lulo-petismo fez, durante mais de uma década de poder e mando, no País. Terá, igualmente, a obrigação de não se surpreender se, durante uma reunião, no Palácio do Planalto, o mandatário-maior, no caso, Haddad, resolver parar a conversa para pegar uma ‘ideia’ de Lula, de dentro do Presídio, em Curitiba. Claro, se o diretor do estabelecimento permitir a comunicação, via celular ou redes sociais.

A situação, como se vê, é das mais difíceis, tormentosas, até.
Será que estamos diante de uma ‘equação’ insolúvel?

A resposta é algo que preferimos deixar para o próprio eleitor/leitor. Afinal, é ele quem é o ‘senhor da razão’.

No texto, com certeza, não há verdades absolutas. Mas a opinião emitida é dada com base nos fatos já vivenciados por muitos de nós.

*Alex Barroso é advogado, ex-vereador (Paulo Ramos/2005/2008), assessor jurídico municipal e escritor, integrante do NALAL – Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa.

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